A resolução 010/2000 do Conselho Federal de Psicologia reza que “a Psicoterapia é prática do psicólogo por se constituir, técnica e conceitualmente, um processo científico de compreensão, análise e intervenção que se realiza através da aplicação sistematizada e controlada de métodos e técnicas psicológicas reconhecidos pela ciência, pela prática e pela ética profissional, promovendo a saúde mental e propiciando condições para o enfrentamento de conflitos e/ou transtornos psíquicos de indivíduos ou grupos”.
Embora a palavra psicoterapia possa remeter à noção de tratamento e cura de processos patológicos já instalados (daí a maior procura em momentos de crise e situações consideradas problemáticas), a Psicoterapia pretende, também, promover saúde, assumindo lugar estratégico para processos de desenvolvimento, podendo ser usufruída por todas as pessoas que queiram desenvolver, refletir sobre si mesmas e suas pautas de conduta, de forma a minimizar efeitos advindos do sofrimento psíquico ou, até mesmo, evitá-lo.
Nestes termos, propomos um processo em Psicoterapia que dá ênfase ao desenvolvimento e/ou fortalecimento de recursos pessoais para lidar com as adversidades do cotidiano, especificamente do cotidiano de trabalho, promovendo a reflexão sobre o cuidado de si, especialmente sobre o cuidado próprio da relação da pessoa com o seu trabalho, visando alcançar auto-realização, fundamental para conquistar saúde psíquica.
O trabalho adota a abordagem comportamental e procura desenvolver a capacidade de identificar e descrever as variáveis que determinam o comportamento, ou seja, a relação do indivíduo com o seu meio.
O interessado/ a interessada não precisa, necessariamente, estar passando por momento de dificuldade, mas pode estar à procura de desenvolvimento, refletir sobre si e sobre sua relação com o meio, particularmente, com o trabalho, sendo fundamental que esteja altamente mobilizado/mobilizada para questionar padrões comportamentais consolidados bem como estruturas cristalizadas de pensamento e empreender as mudanças que forem possíveis e consideradas necessárias.
A duração é variável, sendo importante que o interessado / a interessada tenha desenvolvido entendimento sobre sua situação inicial e adquirido repertório comportamental suficiente para transformá-la. No entanto, preveem-se 12 encontros como mínimo necessário para que se possa compreender a queixa e discutir encaminhamentos. Como todo processo, pode haver desdobramentos que levem à prorrogação, o que sempre é discutido e analisado pelas partes envolvidas.
O trabalho adota a abordagem comportamental e procura desenvolver a capacidade de identificar e descrever as variáveis que determinam o comportamento do grupo, consideradas como esquemas internalizados de relações com o meio, ou seja, o comportamento manifesto no grupo e em grupo pode ser tomado como reprodução da relação dos membros do grupo em seus contextos cotidianos.
O processo grupal definirá as técnicas que devem ser utilizadas em cada momento, de maneira a atender as necessidades do grupo de acordo com o seu desenvolvimento, procurando-se promover a interação e a troca entre os membros.
Pode ser realizado com grupos homogêneos ou heterogêneos, discutindo-se, particularmente, aspectos relacionados à vivência subjetiva do trabalho (ou não-trabalho) que podem estar gerando sofrimento psíquico, e, em geral, maneiras de aprimorar habilidades interpessoais. Como todo processo, pode haver desdobramentos que levem à prorrogação, o que sempre é discutido e analisado pelas pessoas envolvidas.